NORTE INDUSTRIAL / 16-17 DE DEZEMBRO DE 2011 / PORTO

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NORTE INDUSTRIAL / 16-17 DE DEZEMBRO DE 2011 / PORTO

NORTE INDUSTRIAL.

Áreas industrias e comunidades operárias no Norte de Portugal.

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Dia 16 de Dezembro de 2011

Sala 308 (3.º piso)

 

10.00 Sessão de abertura

Luís Farinha

Virgílio Borges Pereira

 

10.30 Sessão 1. Diálogos nas ciências sociais.

Virgílio Borges Pereira – Coordenadas teórico-práticas para a compreensão da relação
entre tempo e sociedade

Elísio Estanque – Os dilemas da classe média: da meritocracia à contestação

José Madureira Pinto – Sociologia e história: um encontro inevitável

Pedro Hespanha – As descobertas de um sociólogo das transformações rurais

Moderador: Joana Dias Pereira
14h30m Sessão 3. Inovação, política e quotidiano na indústria

Fernanda Rollo – Electrificar para industrializar

Bruno Monteiro – Natureza-morta com máquinas. A política de representação do espaço
fabril na fotografia industrial nas décadas de 50 e 60 no Porto.

João Paulo Avelãs NunesO sectormineiro. Do arquétipo de operário ao camponês-mineiro

João Freire – Os meios de difusão do anarquismo em Portugal no princípio do século XX.

Moderador: Gaspar Martins Pereira
16h30m. Projecção de documentário

“Arbeiter verlassen die Fabrik”/ “Operários ao sair da fábrica”, Harun Farocki (36m., 1995)

Discussão e comentários.
Dia 17 de Dezembro de 2011

Sala de Reuniões (2.º piso)

10.00 Sessão 4. A acção política popular em contexto.

Ana Sofia Ferreira –  O movimento grevista no Porto após as eleições de Humberto Delgado

Sílvia Correia e José Nuno Matos – 1982.

Cátia Teixeira – A greve na indústria de lanifícios da Covilhã no Inverno de 1941. O
início da agitação operária em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial.

José Manuel Lopes Cordeiro – As eleições sindicais nos últimos anos do fascismo
(1969-1974): o caso dos têxteis

Moderador: Inês Coelho
14h30m. Sessão 5. Arquivos, património e memória.

Silvestre Lacerda – Os arquivos e a preservação da memória industrial

Rui Ramos – Sinais da modernidade, modernidade dos sinais: Marques da Silva no Porto.

Suzana Menezes – Espaços Íntimos: da materialidade das coisas ao invisível da
imaterialidade da memória

Moderador: Sérgio Vinagre
16h00m Sessão 6. A construção do Porto industrial

Anni Gunther – Do esplendor da burguesia e da ( in)visibilidade do proletáriado. O
construção do Bairro Herculano

Maria da Luz Sampaio – Cem anos de indústria na rua do Freixo (Campanhã)

Eliseu Gonçalves – Monte Pedral: a transição de século e os tráficos na arquitectura do

novo alojamento operário.

Jorge Alves – Paisagens Profissionais no Porto Industrial

Moderador: João Queirós

 

 

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Encontro de Almada – 25 a 27 de Novembro de 2011

O mundo do trabalho na Península de Setúbal

25 a 27 de Novembro no Fórum Romeu Correia em Almada

 

III Sessão – Áreas industriais e Comunidades operárias

Encontros de investigadores locais: divulgação de estudos monográficos

 

VERSÃO GRÁFICA DO PROGRAMA, AQUI.

 

Dia 25 de Novembro de 2011 (Sala Pablo Neruda)

10.00 Industrialização, suburbanização e segregação

Magda Pinheiro – Lugares, freguesias e Concelhos: O Arrabalde Antigo, o subúrbio contemporâneo e a metrópole actual 

Maria Alfreda da Cruz – As Comunidades Operárias na Legibilidade Geográfica da Margem Sul do Estuário do Tejo 

Joana Dias Pereira – Espaço, identidade e cultura operária na Península de Setúbal

Moderadora: Vanessa Almeida

11.30 I Painel – O Espaço industrial

Fátima Sabino – Indústria e Industrialização em Portugal nos séculos XIX e XX – contributos para um conhecimento geral e aplicado ao concelho do Seixal

João Aldeia – Industrialização e Socialismo em Sesimbra no final do século XIX

Augusto Flor – O operariado Almadense, as Colectividades e os clubes de empresa 

Moderador: Bruno Monteiro

14.30 II Painel – A Comunidade Operária

Sónia Ferreira – Entre a Fábrica e a Rua: memórias do quotidiano operário em Almada

Inês Fonseca – Mulheres Baixa da Banheira – Viver e Trabalhar na Baixa da Banheira – Retratos da Precariedade

Armando Teixeira – Mesa 8, um caso de estudo no Barreiro Histórico

Moderador – Joana Dias Pereira

 

16.00 – III Painel – Movimento operário e a resistência ao fascismo

Maria João Raminhos Duarte – A Resistência operária à Ditadura: o contributo dos silvenses na “outra banda”

Dulce Simões – “A realização dos homens não era no seu trabalho nas fábricas, mas nas colectividades”. Discursos e práticas de resistência: o caso da Cooperativa de Consumo Piedense

Vanessa Almeida – A Comissão Interna da Empresa – ideologia, resistência e transformação

Moderador: Bruno Monteiro

Dia 26 de Novembro de 2011 (Sala Pablo Neruda)

 

10.00 IV Painel – O Alvorecer do movimento autónomo dos trabalhadores

Álvaro Arranja – As revoltas da fome de Setúbal em 1920

Rosalina Carmona – A greve de 70 dias no Sul e Sueste. Relato na primeira pessoa

Rui Jacinto – As lutas dos trabalhadores rurais do litoral Alentejano

Moderadora: Joana Dias Pereira

11.30 V Painel – Fontes para o estudo do Mundo do Trabalho na Península de Setúbal

Silvestre Lacerda (DGARQ) – Os fundos locais e o Mundo do Trabalho

Fernando Mota (Arquivo Municipal do Barreiro) – O papel de um coleccionador no Arquivo Municipal do Barreiro – José António Marques

Ana Costa (Museu da Cidade de Almada) – Arquivo de fontes orais: memória e identidade em Almada

Maria Teresa Rosendo – A importância da Memória da Comunidade Ferroviária de Pinhal Novo para a História Local. Um projecto em desenvolvimento

Moderador: Vanessa Almeida

14.30 Visionamento dos documentários (Auditório)  

Câmara Municipal de Almada – Almada: Vozes da Resistência

Câmara Municipal do Barreiro – O Verão Quente de 1943

 

16.30 Testemunhos do mundo do trabalho na Península de Setúbal

Teodósio Cachochas – A luta dos trabalhadores da Península de Setúbal entre os finais dos nos anos sessenta e início dos setenta

Joaquim do Carmo – A manifestação operária na qual foi assassinado Cândido Capilé cinquenta anos depois

Raul Cordeiro – O associativismo operário na Cova da Piedade

Adilo Costa – A participação da juventude nas eleições de 1973

Ercília Talhadas – Contributos da memória operária para a História do Trabalho no Barreiro

José Cavaco – A criação das escolas do Clube Desportivo da Cova da Piedade

Moderador: Bruno Monteiro

Dia 27 de Outubro de 2011 (Ponto de encontro – Largo 5 de Outubro/Jardim da Cova da Piedade)

10.00 Elisabete Gonçalves – Visita guiada à área industrial da Cova da Piedade

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Encontro de Lisboa 20-22 de Outubro de 2011

ENTRADA LIVRE.

PROGRAMA FINAL DO ENCONTRO DISPONÍVEL AQUI.

 

Os investigadores que se debruçam sobre a acção colectiva dos trabalhadores têm optado por dois tipos de análises que Charles Tilly designaria por clínicas e epidemiológicas. Os estudos clínicos seguem as origens e as histórias de participantes particulares, sublevações, greves ou outros movimentos sociais, geográfica ou sectorialmente limitados. Os estudos epidemiológicos procuram relacionar unidades – pessoas, estruturas, comunidades, etc. – envolvidas num determinado movimento. A articulação destas abordagens é rara e complexa mas indispensável para a reconstrução histórica da formação da classe operária. É fundamental relacionar a riqueza das monografias com as propriedades comuns de vários casos de estudo.

Esta linha de análise conduz ao cruzamento de diferentes abordagens e metodologias, com o objectivo principal de conferir legibilidade aos traços gerais do processo histórico decorrente do desenvolvimento económico, da emergência de comunidades operárias e da germinação de um movimento e de uma cultura autónomos dos trabalhadores. Comparando a experiencia de diferentes áreas durante períodos consideráveis de crescimento urbano e industrial é possível, não negligenciando  as variações regionais e
locais e as peculiaridades dos casos individuais, fazer emergir as regularidades.

Com efeito, não obstante as características próprias de cada estrato da classe trabalhadora, de cada sector industrial, de cada comunidade ou região; se enquadrarmos temporalmente as realidades sociais estruturantes que as caracterizam observamos um processo evolutivo, no qual se constata a construção de uma identidade, de uma memória colectiva, que progressivamente distingue um grupo que se assume, identifica e actua como classe.

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Em jeito de balanço.

A Comissão Organizadora dos Encontros Areas Industriais e Comunidades Operárias deseja agradecer o acolhimento prestado pelo Museu de Portimão à I Sessão, em especial ao seu Director, Dr. José Gameiro, e aos funcionários que foram inexcedíveis no apoio prestado antes e durante a iniciativa.

Esperamos que todos os investigadores que apresentaram os seus trabalhos nesta I Sessão tenham aí encontrado um espaço de debate proveitoso e perspectivas para a continuação das suas pesquisas. Esperamos que este seja apenas o princípio de uma colaboração mais intensa entre todos.

Por fim, queremos dedicar uma palavra de apreço a todos aqueles, e foram mais de uma centena, que decidiram participar dos trabalhos como membros da assistência, trazendo até nós a sua atenção dedicada, as suas experiências pessoais e contribuindo com interessantes perguntas para o aprofundamento da reflexão.

 

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Portimão, 3 e 4 de Junho – Programa definitivo

O programa da I Sessão, a realizar nos proximos dias 3 e 4 de Junho, em Portimão, está acessivel a partir daqui: Programa I Sessao.

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Primeira sessão do ciclo de encontros realiza-se em Portimão, dias 3 e 4 de Junho de 2011

A primeira sessão do Ciclo de Encontros de Historiados Locais “Àreas industriais e comunidades operárias” é subordinada à temática “O mundo do trabalho no sul de Portugal: bolsas industriais e comunidades rurais”. O evento realiza-se nos próximos dias 3 e 4 de Junho, no Museu de Portimão. Vêr mais informações, aqui.

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Call for papers

Encontra-se em linha o Call For Papers para o o ciclo de encontros de investigadores locais “Áreas industriais e comunidades operárias”, destinado à divulgação de estudos monográficos. Vêr aqui.

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